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A S√ČRIE √Č O √ďPIO DO POVO

A S√©rie √© o cora√ß√£o de um mundo sem cora√ß√£o, o espirito de um mundo sem esp√≠rito, √© o √ļltimo suspiro da criatura oprimida. A s√©rie √© o √≥pio do povo¬†(Walter Lippold)
Ao degustar a t√£o esperada nova dose, me senti estranho
n√£o sei… estava na estiga, n√£o pensava em outra coisa
fui com tudo… consumi aquilo que queria muito;
mas agora que o efeito ainda nem passou, parece que estou mais infeliz do que antes.
Li por aqui, nesta bolha, que esse¬†bagulho n√£o √© pros fracos… me envaideci (lembrei que j√° vi coisas reais que deixariam esses diretoresinhos pseudo-revolucion√°rios no chinelo), mas em seguida senti enjoo… tipo, triste com a humanidade, meio que morto por dentro… talvez sem f√© no presente… um Walker… n√£o sei..
Fico pensando aqui, ainda sob efeito, se n√£o h√° algo em risco com a banaliza√ß√£o da viol√™ncia… Em epocas de preto desavisado compartilhando Bolsonaro; de brasileiro fazendo marcha pra Trump; de “Estado Isl√Ęmico” queimando vivo outros mu√ßulmanos que discordam de sua interpreta√ß√£o… fico pensando qual √© a fun√ß√£o (ou pelo menos os efeitos culturais) dessa catarse em massa.
N√£o sei… Talvez, eu apenas n√£o me encaixe na categoria dos “fortes” ou n√£o tenha alcan√ßado a verdadeira mensagem… ou ainda pior, esteja caindo no erro (que sempre critiquei) de querer problematizar tudo o tempo todo, ao inv√©s de, simplesmente curtir a brisa…
√Č fato (louv√°vel, por sinal) que as s√©ries estejam¬†se esfor√ßando para romper os malditos clich√™s. Eu n√£o aguentava mais aquelas estorinhas de conto de fadas em vers√£o s√©c. XXI. Entretanto, hoje, ao ver¬†o¬†close do cr√Ęnio de dois personagens queridinhos sendo dilacerados por um bast√£o de beisebol; ao ver um personagem (no caso, o pai) a ponto de cortar o bra√ßo do pr√≥prio filho para n√£o v√™-lo ser assassinado… fiquei me perguntando (como se n√£o¬†tivesse mais nada pra fazer da vida) quem afinal s√£o os mortos vivos… e que tipo de zumbis reais n√£o estamos despertando?!
Mas n√£o sei… acho que estou¬†exagerando.
Era “da boa”!