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Fidel e a universalização da tecnologia da informação em Cuba

 

O presidente da Arg√©lia, Abdelaziz Bouteflika, tinha muitas raz√Ķes para dizer que Fidel viaja para o futuro, retorna e explica isso. Caso contr√°rio, n√£o poderia ser entendido como ele viu o potencial da computa√ß√£o em Cuba.

De acordo com o M.Sc. Melchor Gil Morell durante a Inform√°tica 2018, correu os primeiros anos da Revolu√ß√£o e foi necess√°rio impulsionar a produ√ß√£o de a√ß√ļcar e otimizar o sistema ferrovi√°rio. Fidel imaginou o impacto que o uso de equipamentos de inform√°tica teria e colocou a tarefa de criar o primeiro computador cubano antes da barreira tecnol√≥gica imposta √† ilha.

E muitas das tarefas s√£o complexas: as tarefas de direcionar todo o tr√°fego em uma usina de a√ß√ļcar, o itiner√°rio dos trens, o programa. De tal forma que agora estamos analisando, mesmo tentando produzir um primeiro computador que a cada dia em cada usina de a√ß√ļcar indica qual deve ser o itiner√°rio ideal dos trens “

Somente em 1969, após o encontro com Erwin Roy John, eminência do mundo das neurociências, os primeiros passos são dados para esse esforço. Diante da impossibilidade da transferência tecnológica e do conhecimento imposto pelo bloqueio, o líder da Revolução Cubana cria um grupo de trabalho nesse sentido.

Luís Carrasco e Orlando Ramos

‚ÄúEm 5 de abril de 1969, Fidel conhece Roy Jonh, pai de neuroci√™ncia nos EUA e pede sua colabora√ß√£o para criar o primeiro computador em Cuba, mas as ag√™ncias de intelig√™ncia americanas intercedem e pro√≠bem a transfer√™ncia de tecnologia e conhecimento. Fidel criou ent√£o um grupo de trabalho na faculdade de tecnologias da Universidade de Havana, liderado por Juli√°n Carrasco e dirigido por Orlando Ramos.‚ÄĚ

Gil Morell lembrou que em 18 de abril de 1970 apresentou FID 201 ao Fidel, momento que marcou, segundo o especialista, “o in√≠cio da ind√ļstria eletr√īnica cubana”.

Outro dos momentos que marcaram a rela√ß√£o de Fidel com a tecnologia da informa√ß√£o foi, sem d√ļvida, a cria√ß√£o do Clube do Jovem Computador. “Fidel sempre se interessou pela universaliza√ß√£o da ci√™ncia da computa√ß√£o e, em 1987, o Clube Jovem de Computa√ß√£o e Eletr√īnica nasceu para obter acesso massivo aos jovens”, afirmou.

Inicialmente, 32 jovens clubes foram instalados em todo o país, uma maneira de provar a ideia inicial. Vendo os resultados, esse programa foi promovido até que, pelo menos, houvesse uma instalação por município.

“Esse desafio implica um dom√≠nio, por exemplo, da computa√ß√£o. Voc√™ n√£o pode sobreviver sem esse dom√≠nio da computa√ß√£o, da eletr√īnica, da m√≠dia. Ningu√©m pode imaginar o que significam esses jovens clubes que foram criados em toda a rep√ļblica e onde milhares de jovens aprenderam a usar computadores. Ningu√©m imagina quais os programas que a Revolu√ß√£o fez para introduzir o computador, primeiro nos centros superiores, depois continuar em outros centros, e temos que fazer o mesmo esfor√ßo para lev√°-lo aos n√≠veis totais de ensino ‚ÄĚ.

Melchor Felix Gil Morell concluiu que uma das maiores obras planejadas pelo Comandante em Chefe para contribuir com a informatização da sociedade cubana era a Universidade de Ciências da Informação.

“Fidel, como estrategista fundador, recomendou que a universidade fosse concebida como um centro de novo tipo, de alcance nacional, de caracter√≠sticas at√≠picas e de tarefas concretas no projeto de informatiza√ß√£o da sociedade cubana”.

Analisar o papel do Estado e das pol√≠ticas p√ļblicas no desenvolvimento digital de um pa√≠s

Sobre o papel do Estado e a import√Ęncia de estabelecer pol√≠ticas p√ļblicas para o desenvolvimento digital de uma na√ß√£o, o ex-subsecret√°rio de Telecomunica√ß√Ķes do Chile, Pedro Huichalaf, falou hoje na Inform√°tica 2018.

O advogado explicou como foram os √ļltimos quatro anos de transforma√ß√Ķes no campo da conectividade com a Internet naquele pa√≠s da Am√©rica do Sul, entre os l√≠deres de v√°rias listagens mundiais em termos de velocidade de acesso, penetra√ß√£o, uso de tecnologias e outros aspectos.

Huichalaf insistiu na import√Ęncia das regulamenta√ß√Ķes em torno dessas quest√Ķes e das implica√ß√Ķes dos v√≠nculos entre o setor estatal e as entidades privadas. “O papel do regulador tem a ver com as tecnologias atingir todos os setores, independentemente da localiza√ß√£o geogr√°fica.”

A figura do regulador √© essencial no momento da regulamenta√ß√£o, para projetar o modelo de pol√≠tica p√ļblica, para gerenciar o espectro radioel√©trico, para definir as normas t√©cnicas de regulamenta√ß√£o, disse ele.

Durante sua estada no governo chileno, explicou, eles decidiram transformar o pa√≠s em um centro digital global, planejando pol√≠ticas p√ļblicas de telecomunica√ß√Ķes por meio de trabalho p√ļblico-privado com uma vis√£o de m√©dio a longo prazo.

Com esse objetivo, a estrat√©gia a ser seguida foi focada na redu√ß√£o da brecha digital e na promo√ß√£o da inclus√£o cidad√£; a defesa do usu√°rio de telecomunica√ß√Ķes; o aumento da qualidade do servi√ßo; a promo√ß√£o da concorr√™ncia para o desenvolvimento da sociedade da informa√ß√£o; desenvolvimento de infraestrutura.

Para estes √ļltimos, criaram um plano nacional de infraestrutura de telecomunica√ß√Ķes que inclu√≠a conectividade projetada para o usu√°rio final, que liga todo o pa√≠s e tamb√©m busca alternativas de conectividade do exterior.

O Estado tem então como missão assegurar um acesso equitativo ao serviço e garantir todos os investimentos em todo o território, disse Huichalaf.

Uma rede de pontos de Wi-Fi gratuitos foi estabelecida em todo o pa√≠s. A partir da√≠, foram feitos estudos para avaliar a efici√™ncia dessa pol√≠tica p√ļblica. Depois disso, pelo menos quinze empresas que n√£o tiveram contratos com o Estado, nem receberam subs√≠dios do Estado, passaram a receber um valor pela manuten√ß√£o daquele servi√ßo.

Ele também disse que a fibra óptica foi estendida para as áreas mais ao sul da nação, onde vivem 6% da população. Várias empresas foram premiadas com esse projeto. Isso permitirá que qualquer investimento direto seja mais fácil e levará ao desenvolvimento científico em escala internacional, baseado no Chile, disse ele.

Durante os √ļltimos quatro anos, ele mencionou v√°rios acordos de colabora√ß√£o com v√°rios dos pa√≠ses mais avan√ßados nessas √°reas, como os casos da Coreia do Sul, Jap√£o e China.

No caso do gigante asi√°tico, o elo foi al√©m e chegou-se a um acordo para conectar, via fibra √≥tica, a mais de vinte mil quil√īmetros de dist√Ęncia, o que constituir√° o mais extenso rastreamento de fibra √≥ptica submarina do mundo.

No período em questão, ele disse, também houve um aumento na velocidade da conexão com a internet. No nível latino-americano, o Chile tem as melhores taxas de velocidade média.

Um projeto tamb√©m foi apresentado para criar uma rede de comunica√ß√Ķes estaduais, onde o propriet√°rio √© o Estado e n√£o um privado, embora outras entidades sejam contratadas para o desenvolvimento.

Em rela√ß√£o √† conectividade por meio de telefones celulares, ele explicou que a cada ano o crescimento √© mais explosivo no que diz respeito ao tr√°fego de dados, venda de aparelhos, pe√ßas de reposi√ß√£o t√©cnicas. Ele explicou que um dos efeitos que isso traz √© que “a voz n√£o √© mais um elemento diferenciador”. As pessoas est√£o come√ßando a falar menos nos telefones. O SMS est√° em queda. As pessoas se comunicam pelo WhatsApp, pelo Facebook. √Č por isso que os modelos de neg√≥cios das empresas de telecomunica√ß√Ķes baseadas em voz t√™m seus dias contados. “

Outra medida regulat√≥ria que foi implementada estava relacionada ao fim das chamadas de longa dist√Ęncia em n√≠vel nacional. “O Chile √© t√£o longo que teve v√°rios setores de longa dist√Ęncia, para os quais um valor adicional teve que ser pago, devido ao aluguel das redes”. Ele explicou que as empresas disseram que tinham que cobrar para manter a rede de cobre, que era a base da comunica√ß√£o, mas desde que tudo foi digitalizado, ele n√£o existia e, portanto, eles estavam cobrando por algo inexistente. Agora todas as chamadas no pa√≠s contam como locais.

Em seguida, ele se referiu √† aplica√ß√£o da portabilidade num√©rica, o que implica que, se um usu√°rio decidir mudar de companhia telef√īnica, ele poder√° faz√™-lo sem perder o n√ļmero. Este processo dura apenas 24 horas e n√£o tem custo. “Hoje s√£o mais de 350 mil pessoas que mudam em um m√™s de empresa. Esta √© uma pol√≠tica de promo√ß√£o de direitos de usu√°rio. “

Mais tarde, foi para a portabilidade total do n√ļmero: “se voc√™ tem um n√ļmero, voc√™ pode transform√°-lo em um telefone fixo e, em seguida, um telefone celular. Pode ser usado em qualquer tipo de servi√ßo sempre que voc√™ quiser. “

Perto do final de seu discurso, Huichalaf se referiu ao Sistema de Alerta de Emerg√™ncia (SAE), que, de acordo com seu site oficial, “permitir√° o envio de informa√ß√Ķes para telefones que possuam o selo de compatibilidade. Esta mensagem ser√° emitida em caso de risco de tsunami, terremotos de maior intensidade, erup√ß√Ķes vulc√Ęnicas e inc√™ndios florestais que ameacem as casas. Tal alerta maci√ßo, que ser√£o enviados automaticamente via texto para uma √°rea georreferenciada n√£o ser√£o afetadas pelo congestionamento das redes celulares, como outros canais de frequ√™ncia usada para alcan√ßar o telefone com seguran√ßa”.

Em algum momento, ele comentou, em v√°rias situa√ß√Ķes, nem todos os telefones no Chile tinham a capacidade de receber esse alerta. O Estado ent√£o estabeleceu o regulamento de que todos os telefones vendidos naquele pa√≠s devem incorporar a SAE de maneira obrigat√≥ria.

Eles apresentam nova vers√£o do sistema operacional Nova

Nova versão da distribuição cubana NOVA

Com o lançamento da versão 6.0 do sistema operacional Nova desenvolvido pela Universidade das Ciências Informáticas (UCI), continuou hoje a XVII Feira Internacional Informática 2018, que culminará amanhã no Pabexpo feiras nesta capital.

O Nova foi projetado para atender às necessidades da migração de Cuba para uma plataforma de código aberto como parte do processo de informatização da empresa.

Nova processo de registo apresentação do produto 6. integra Nova e Nova Luz área de trabalho no mesmo sistema, que permite ao cliente escolher qual deles vai ser instalado de acordo com o desempenho de sua equipe.

A nova variante foi completamente renovado ambiente desktop, Office Suite, Picture Manager, File Browser, players de m√ļsica e v√≠deo, navegador web e cliente de mensagens e correio, bem como acess√≥rios e ferramentas para compartilhamento de arquivos.

Tamb√©m introduziu o Portal do Governo Eletr√īnico da Rep√ļblica de Cuba, que responde √† necessidade de simplificar, melhorar, socializar e reduzir os custos dos processos e atividades do sistema p√ļblico.

Durante o dia, o Stand do Grupo de Computa√ß√£o e Comunica√ß√Ķes (GEIC) continuar√° com a apresenta√ß√£o de solu√ß√Ķes e aplica√ß√Ķes para avan√ßar no processo de informatiza√ß√£o da sociedade.

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Publicado originalmente 22, de março, 2018 no site Cubadebate Fidel y la universalización de la informática en Cuba

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Acesse o download NOVA 6.0

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Nonagésimo aniversário de Fanon РO NEGRO/AFRICANO E A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO

CURSO KILOMBAGEM – FANON VIDA E OBRA

Os textos de hoje n√£o s√£o de Fanon, mas sim, reflex√Ķes constru√≠das a partir de seu pensamento. O Assunto escolhido √© o Negro/Africano e a produ√ß√£o de conhecimento. Fanon ¬† O primeiro texto √© de Deivison Mendes Faustino (esse que vos escreve sob a alcunha de Deivison Nkosi), ¬†busca denunciar o quanto o racismo¬†n√£o se resume √† inferioriza√ß√£o de tudo que se entende por negro e africano, mas tamb√©m, se manifesta na impossibilidade de pensa-los¬†como sujeitos hist√≥ricos, produtores de conhecimento. O segundo, de Ivo Queiroz e Gilson Queluz, a discuss√£o aponta para um dialogo cr√≠tico¬†com os cl√°ssicos da teoria do reconhecimento, para em seguida, avan√ßar para al√©m da den√ļncia impl√≠cita ao primeiro artigo, de forma a provocar uma reflex√£o sobre as possibilidades de constru√ß√£o de c√≥digos t√©cnicos descolonizados.

Banner do Projeto OGUNTEC: Programa de Estímulo à Ciência para Jovens Negros e Negras РINSTITUTO STEVE BIKO РBA
FAUSTINO, D. M. . A emo√ß√£o √© negra e a raz√£o √© hel√™nica? Considera√ß√Ķes fanonianas sobre a (des)universaliza√ß√£o do. Revista Tecnologia e Sociedade (Online) , v. 1, p. 121-136, 2013
Resumo
Ao apresentar o colonialismo como espinha dorsal da sociabilidade moderna (capitalista) Frantz Fanon exp√Ķe as reifica√ß√Ķes presentes nas representa√ß√Ķes da ‚Äúciviliza√ß√£o ocidental‚ÄĚ como express√£o (universal) do g√™nero humano. Nestas figura√ß√Ķes, insiste o autor, o n√£o-europeu (O ‚Äúoutro‚ÄĚ), quando n√£o √© invisibilizado, √© reconhecido apenas como subcategoria (espec√≠fica), reduzido √†s suas express√Ķes l√ļdico-corp√≥reas, contrapostas √† ci√™ncia, moral e civilidade. Em contraposi√ß√£o a este esquema, o Negro se lan√ßa √† luta por autodetermina√ß√£o e reconhecimento, mas no meio do caminho est√° sujeito a enroscar-se em atraentes armadilhas criadas pelas contradi√ß√Ķes que deseja superar. Este paper seleciona alguns trechos escritos ao longo da vida de Fanon e discute as suas implica√ß√Ķes para o desvelamento da (des)universaliza√ß√£o do negro e a sua desvincula√ß√£o de temas como ci√™ncia e tecnologia.
Imagem: Cheiq Ant Diop em seu laboratório

Presença africana e teoria crítica da tecnologia: reconhecimento, designer tecnológico e códigos técnicos

Queiroz, Ivo, E Queluz, Gilson. “Presen√ßa africana e teoria cr√≠tica da tecnologia: reconhecimento, designer tecnol√≥gico e c√≥digos t√©cnicos”. ¬†Simp√≥sios Nacionais de Tecnologia e Sociedade (2011): n. p√°g. Web. 2 Jul. 2015
Resumo
Este trabalho desdobra-se a partir a partir da audi√™ncia desta quest√£o: haveria alguma conex√£o poss√≠vel entre o conceito de reconhecimento, levantado por Frantz Fanon, em Pele negra m√°scaras brancas e debatido na sociologia contempor√Ęnea e uma participa√ß√£o efetiva do povo negro na tecnologia subversivamente democratizada? O arrazoado sobre este problema contempla as teorias do reconhecimento, a partir da formula√ß√£o de Hegel, no livro Fenomenologia do esp√≠rito, da viol√™ncia, conforme sistematiza√ß√£o de Marcelo Perine e do design t√©cnico, via Enrique Dussel e Andrew Feenberg. Deste √ļltimo, contempla-se tamb√©m a teoria dos c√≥digos t√©cnicos. A inten√ß√£o do racioc√≠nio √© argumentar que o design tecnol√≥gico e os c√≥digos t√©cnicos estabelecidos para a tecnologia e a educa√ß√£o tecnol√≥gica praticam viol√™ncia contra o negro ao n√£o reconhec√™-lo e o deixando por sua pr√≥pria conta.

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Contribuição dos povos africanos para o conhecimento científico e tecnológico universal

O estudo e o acompanhamento do processo hist√≥rico da popula√ß√£o africana e afro-brasileira √© muito mais que uma gratid√£o aos milh√Ķes de mulheres e homens que forneceram as bases culturais e t√©cnicas para a emers√£o do que hoje chamamos na√ß√£o brasileira.

Essa atitude se configura em uma a√ß√£o inteligente de quem deseja para o pa√≠s a promo√ß√£o de um desenvolvimento social sustent√°vel. Uma vez que, a essa tem√°tica est√£o associadas quest√Ķes fundamentais como: o n√≠vel de respeito que os brasileiros e brasileiras t√™m de si mesmos, em face da hist√≥ria de seu pa√≠s e da capacidade desse povo de promover as
mudan√ßas necess√°rias para atingirem um maior equil√≠brio social e econ√īmico. Com efeito, um sistema educacional que realmente pretende fornecer as bases para esse desenvolvimento precisa possibilitar aos seus estudantes o conhecimento do seu pr√≥prio povo, sob pena de n√£o gerar nesses estudantes auto-estima suficiente para fortalec√™-los perante os desafios da vida, para a concretiza√ß√£o dos empreendimentos para o desenvolvimento social.

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