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“Filhos da África”, clipe novo do grupo Bat Macumba Samba Reggae

Na segunda-feira dia 12 de novembro, o grupo Bat Macumba Samba Reggae nos apresentou o videoclipe “Filhos da Africa”, atravĂ©s do olhar de uma criança negra, Aina Ribeiro, passa por uma situação de racismo e lembra do perĂ­odo escravocrata toda vez que isso acontece, em um momento especĂ­fico o clipe presta homenagem a Luana, cidadĂŁ ribeirĂŁopretana assassinada pela PM vĂ­tima de racismo institucional. A protagonista conquista autoestima no clipe quando escuta o grupo Bat Macumba Samba Reggae tocando pelas vielas da sua comunidade e se levanta para dançar, quando se mistura ao grupo Aina passa a reconhecer a cultura negra e vivenciar vĂĄrias esferas da cultura tendo contato com o hip-hop, samba, candomblĂ©, capoeira e assim se orgulha de sua origem. O clipe tambĂ©m faz menção e homenageia vĂĄrios Ă­cones da cultura negra RibeirĂŁopretana.

O Bat Macumba Samba Reggae, grupo fundado em 2009, traz dinĂąmicas das mĂșsicas afro-baiana e jamaicana. Com composiçÔes que tem um forte apelo no combate ao racismo, na valorização da mulher preta, no processo histĂłrico africano – muito alĂ©m do negro escravizado, ou seja, elevando a auto-estima do povo negro com fundamentos e contundĂȘncias no ritmo envolvente dos tambores.

Por acreditar que a mĂșsica estĂĄ alĂ©m de ritmo e sonoridade, o grupo Bat Macumba Samba Reggae, de RibeirĂŁo Preto-SP, apresenta o seu primeiro ĂĄlbum -intitulado “MEUS ANCESTRAIS”.

Com influĂȘncias no Afrocentrismo, ideologia cultural e polĂ­tica, baseia-sena centralidade da África e africanos. Citando a população negra da diĂĄspora, rompe com a hegemonia da cultura ocidental e propĂ”e um olhar profundo para as cosmovisĂ”es ancestrais do continente mĂŁe.

O show Ă© composto por vinhetas muito bem elaboradas que se entrelaçamaos tambores e Ă s composiçÔes autorais, tendo como destaque a mĂșsica “África Perdida” que relata e denuncia de forma clara e objetiva as iniquidades impostas pelo colonizador ao homem negro e Ă  mulher negra. Fatos que persistem na atualidade, por isso a urgĂȘncia deste trabalho, com o intuito de conscientização.

O grupo atualmente Ă© formado por: Rudah Felipe (voz, composiçÔes earranjos), Andrea Mille (voz e surdo e percussĂ”es), Ariane Mille (voz e contra-surdo), Marcelo Barbosa (voz, concepção eletrĂŽnica e caixa), Amarildo “Bob JĂșnior” Pereira (voz e timbal), CauĂȘ Cesar (repinique) .