Publicado em Deixe um coment√°rio

Como Thomas Sankara mudou Burkina Faso

Tradução: Jomo O. Campos

Texto original em: http://africanleadership.co.uk/how-thomas-sankara-changed-…/

thomas_sankara_3

O Presidente Burkina Faso Thomas Sankara foi um líder revolucionário marxista, Pan-africanista, que foi assassinado em um golpe de Estado apenas quatro anos depois que ele assumiu o poder.

Em 15 de outubro, 1987, o presidente Burkina Faso Thomas Sankara foi assassinado. Uma semana antes de sua morte, Sankara disse, em refer√™ncia a Che Guevara, “Enquanto revolucion√°rios podem ser mortos como indiv√≠duos, as id√©ias nunca morrem.”

Ele mudou o nome do pa√≠s a partir do nome colonial franc√™s Volta Superior para Burkina Faso, que significa “terra dos justos.”

Ele trabalhou nos quatro curtos anos em que foi presidente para criar uma “terceira via”, durante a Guerra Fria, de forma a separar o caminho de Burkina Faso dos interesses da Fran√ßa e dos RUA. Ele confrontou o poder hegem√īnico da Fran√ßa na √Āfrica Ocidental, conclamando o fim da d√≠vida das na√ß√Ķes africanas junto a bancos internacionais e na√ß√Ķes coloniais do Ocidente. ele se recusou a pedir empr√©stimos no Banco Mundial, fortalecendo, ao contr√°rio, a produ√ß√£o regional de comida e tecidos. Sankara tamb√©m aboliu o trabalho compuls√≥rio e pagamentos de tributos a chefes de vilas, circuncis√£o feminina e poligamia. Ele iniciou a vacina√ß√£o nacional e programas para oncocercose*, construiu transporte b√°sico e infra-estrutura habitacional, e promoveu programas de alfabetiza√ß√£o. Eram as mulheres e os camponeses pobres o foco de sua revolu√ß√£o e quem mais se beneficiaram com sua presid√™ncia.

Ele via trabalhadores do governo como servos do povo. Ele apenas permitiu a si mesmo ganhar $ 450,00 por mês e se recusou a permitir servidores civis de terem Mercedes dirigidas por choferes ou voarem de primeira classe.

Ele é criticado por não tolerar oposição política, banir sindicatos ou permitir uma imprensa mais livre.

Ele assumiu o papel de presidente por meio de um golpe militar conduzido por ele mesmo e o Capit√£o Blaise Compaore.

Em 1983 e quatro anos depois Compaore conduziu o golpe bem sucedido contra Sankara. Até o presente dia, Compaore, que era apoiado pelo Ocidente e rapidamente anulou a maior parte das reformas almejadas por Sankara, é o presidente de Burkina Faso.

“Voc√™ n√£o pode realizar mudan√ßas fundamentais sem uma certa dose de loucura. Neste caso, se trata de n√£o-conformidade, a coragem de virar as costas para as velhas f√≥rmulas, a coragem de inventar o futuro. Levou os loucos de ontem para que sejamos capazes de agir com extrema clareza hoje. Eu quero ser um daqueles loucos. N√≥s devemos ousar inventar o futuro. “

(Thomas Sankara)

_____

* Oncocercose: A oncocercose, tamb√©m conhecida como “cegueira dos rios”, √© uma infec√ß√£o parasit√°ria que ocorre ap√≥s a picada de um mosquito preto, encontrado nas proximidades de rios de √°gua corrente forte. Um verme parasita entra no corpo humano e produz milhares de larvas que infectam a pele e os olhos.

Publicado em Deixe um coment√°rio

Burkina Faso: Thomas Sankara e os levantes populares

Viver africano para viver livre e digno.

Pode-se matar líderes revolucionários, mas as ideias permanecem.

Thomas Sankara

Protesters pose with a police shield outside the parliament in Ouagadougou on October 30, 2014. Photograph: Issouf Sanogo/AFP/Getty Images
Protesters pose with a police shield outside the parliament in Ouagadougou on October 30, 2014. Photograph: Issouf Sanogo/AFP/Getty Images

A forma como a imprensa vem divulgado os recentes levantes populares em Burkina Faso contra o Presidente Blaise Compaor√©, estimula-me a produzir este pequeno texto introdut√≥rio ao som de Orun Aye¬†por BA Kimbuta, na esperan√ßa de ressuscitarmos, resgatarmos e nos apropriarmos da hist√≥ria de luta do revolucion√°rio Thomas Sankara, ocultado e negado pelos grandes meios de comunica√ß√Ķes, esquecido por uma boa parte da esquerda e pelo movimento negro.

A regi√£o de Alto Volta at√© 1960 foi colonizada e explorada pela Fran√ßa. Sem acesso ao mar, cercado ao norte pelo deserto, a regi√£o est√° localizada no Oeste da √Āfrica. O pa√≠s faz fronteira com o Mali, a Costa do Marfim, Gana, Togo, Benin e N√≠ger. Posteriormente √† independ√™ncia, o pa√≠s n√£o teve significativos avan√ßos devido √† sucess√£o de governos corruptos e submissos a Fran√ßa. Ap√≥s uma insurrei√ß√£o popular liderado por Thomas Sankara em 1983, o pa√≠s foi rebatizado para Burkina Faso que significa ‚Äúo pa√≠s dos homens √≠ntegros‚ÄĚ e modifica radicalmente e positivamente as pol√≠ticas do pa√≠s.

Thomas Sankara foi um l√≠der revolucion√°rio africano, te√≥rico marxista e pan-africanista. O jovem Sankara assumiu o poder com apenas 33 anos, um chefe de Estado muito din√Ęmico e inovador. Ele utilizava um discurso revolucion√°rio, contra o neocolonialismo e imperialismo, e a servi√ßo do povo. Sankara acreditava que a √Āfrica podia resolver sozinha todos os seus problemas, e que o continente deveria ser um bloco unido em decis√Ķes e soberano, sem interfer√™ncia de pa√≠ses imperialistas.

Sankara iniciou uma s√©rie de reformas sociais e econ√īmicas que modificaram o pa√≠s. No campo econ√īmico, a pol√≠tica econ√īmica estava voltada para a busca da autonomia do pr√≥prio pa√≠s, com isso n√£o seguiu as pol√≠ticas orquestradas pelo FMI e pelo Banco Mundial. Restabeleceu que o desenvolvimento nacional seria alcan√ßado com os recursos naturais do pr√≥prio pa√≠s. Nacionalizou a produ√ß√£o relan√ßando a manufatura de algod√£o, com a moda ‚ÄúFaso Danfam‚ÄĚ (era uma vestimenta usada pelos funcion√°rios p√ļblicos). Reduziu o seu sal√°rio de chefe de Estado, o de ministro e dos altos funcion√°rios. Decretou que todos os ministros viajassem na segunda classe. P√īs fim ao imposto colonial. Fez uma ambiciosa campanha de constru√ß√£o de estrada e trilhas. Realizou uma reforma agr√°ria retirando o poder dos tradicionais donos da terra.

No campo social, conseguiu em quatro anos tonar o pa√≠s auto suficiente na produ√ß√£o alimentar. Focou na educa√ß√£o lan√ßando uma expedi√ß√£o nacional de alfabetiza√ß√£o. Promoveu uma campanha de vacina√ß√£o que erradicou a poliomielite, o sarampo, e a meningite. Dois milh√Ķes e meios de burkinabenses foram vacinados em uma semana. Implementou um processo de esportes de massa que convidava cada habitante a praticar esportes uma vez por semana. Nas cidades, onde a popula√ß√£o se obrigava em casebres, foram constru√≠do alojamentos sociais. Foi pioneiro na defesa dos direitos das mulheres e na igualdade de g√™nero. Houve uma pol√≠tica ou pelo menos uma inten√ß√£o de incluir as mulheres na categoria de cidad√£s portadoras de direitos. Nomeou mulheres aos altos cargos do governo, proibiu a mutila√ß√£o genital, a poligamia e os casamentos for√ßados, encorajou-as a¬†permanecer trabalhando e estudando mesmo quando gr√°vidas.

Homem íntegro

Entretanto, por volta de 1987, come√ßam a se agudizar algumas contradi√ß√Ķes pr√≥prias a um processo revolucion√°rio em um pa√≠s pobre: o constante clima de guerra interna provocado pelo risco eminente de uma contra-revolu√ß√£o e a presen√ßa forte do Estado em todos os setores da vida cotidiana come√ßam a provocar inc√īmodos na popula√ß√£o e o processo pol√≠tico come√ßa a enfraquecer‚ÄĚ. Blaise Compaor√©, que a esta altura era o n√ļmero 2 do regime e amigo pessoal de Sankara almejava assumir o poder, e passou a explorar esse descontentamento diretamente apoiado pelo CIA, Fran√ßa e os seus fieis seguidores na √Āfrica, como era o caso do presidente da Costa do Marfim F√©lix Houphouet Boigny. A Fran√ßa indiretamente apoiou Compaor√©, pois sua pol√≠tica imperialista e neocolonialista visava manter o controle sobre as antigas col√īnias, e via um risco que as ideias de Sankara propagassem por toda a regi√£o, principalmente nas suas outras antigas col√īnias.

Em 15 de Outubro de 1987, Thomas Sankara e uma dezena de colaboradores foram atacados por aqueles que lucram financeiramente com o detrimento do continente africano. Elementos da guarda pr√≥xima a Blaise Compaor√© entraram e atiraram em todos que estavam reunidos na sala matando Tomas Sankara, um dos maiores l√≠deres pol√≠ticos que a √Āfrica viu surgir. Na manh√£ seguinte, Compaor√© se auto proclamou presidente, e se isentou da morte do seu ex-melhor amigo na imprensa internacional. Os governos franc√™s e marfinense o felicitaram. Compaor√© institui o que ele chamou de retifica√ß√£o da revolu√ß√£o, reverteu as nacionaliza√ß√Ķes, derrubou quase todas as pol√≠ticas revolucion√°rias e submeteu ao pais as pol√≠ticas do FMI.

Posteriormente, a reputa√ß√£o de Sankara foi difamada: acusaram o de ter enriquecido no poder e reviraram a sua casa a procura de qualquer sinal de enriquecimento. Encontraram uma casa simples, um autom√≥vel modesto, quatro motocicletas velhas, tr√™s viol√Ķes e alguns surrados moveis. Foi constatado que o sal√°rio mensal de Sankara era de 450 d√≥lares nos documentos oficiais do governo de Burkina Faso. O que restou para fam√≠lia foram alguns objetos pessoais abandonados no seu quarto de estudo.

Ap√≥s o golpe liderado por Blaise Compaor√©, ele permaneceu no poder por 27 anos. Dirigiu o pa√≠s com m√£os de ferro atrav√©s de um regime militar at√© 1991, quando foi ‚Äúeleito‚ÄĚ presidente da Rep√ļblica nas primeiras elei√ß√Ķes depois do golpe. Foi instaurado o multipartidarismo na constitui√ß√£o de 1991, mas o partido de Compaor√© continuou dominando o cen√°rio pol√≠tico, e foi reeleito presidente em 1998, 2005 e 2010. Para poder estender o seu mandato, ele alterou a constitui√ß√£o duas vezes, em 1997 e em 2000. Ap√≥s vencer quatro elei√ß√Ķes presidenciais, Compaor√© estava impedido de participar das pr√≥ximas elei√ß√Ķes presidenciais conforme as leis do pa√≠s.

No final do m√™s de Outubro de 2014 uma emenda constitucional seria votada para que Compaor√© conseguisse disputar a pr√≥xima elei√ß√£o presidencial, mas a sess√£o parlamentar foi suspensa devido a um s√©rie de protestos convocados pela oposi√ß√£o Fronte Progressista Sankarista e pelos jovens do movimento Balai Citoyen. Multid√Ķes foram as ruas pacificamente, e foram duramente recebidos com bombas de g√°s lacrimog√™neo, bastonadas e pris√Ķes arbitr√°rias. No dia 31 de Outubro de 2014 ‚Äď data prevista para a vota√ß√£o do projeto de lei – o protesto se intensificou em uma verdadeira revolta popular. O Parlamento, a Prefeitura de Ouagadougou (capital do pa√≠s), as resid√™ncias de parlamentares e outros pr√©dios do governo foram incendiados, e a TV estatal foi tomada pela popula√ß√£o. Segundo o correspondente da BBC Yacouba Ouedraogo, ao menos uma pessoa foi morta nos protestos. No entanto, o principal l√≠der da oposi√ß√£o, Zephirin Diabre, disse que dezenas de manifestantes foram mortos no pa√≠s por for√ßas de seguran√ßa. Estima-se que mais de 30 pessoas foram mortas e 200 ficaram feridas.

Blaise Compaoré antes da Black Spring

Após quatro dias de protestos, Blaise Compaoré renunciou na tarde do dia 31 de Outubro de 2014 e fugiu com sua família e amigos mais próximos para uma mansão de luxo na Costa do Marfim. Depois de divergências entre dois de seus mais altos oficiais, o Exército anunciou que o tenente-coronel Isaac Zida assumiu interinamente a presidência do país africano. A euforia, a esperança de um novo rumo para o povo de Burkina Faso, e a impressão de vitória popular transformou se em apreensão com um possível golpe militar. Principalmente porque Zida era um dos homens de confiança de Compaoré.

No in√≠cio do m√™s de Novembro de 2014 as Na√ß√Ķes Unidas e a Uni√£o Africana pediram aos militares que est√£o no poder que passe o controle do pa√≠s para civis ou sofrer√£o as consequ√™ncias. Enquanto isso, milhares de pessoas foram as ruas, na capital de Ouagadougou para exigir o fim da tomada do poder pelos militares. Entre v√°rias cartazes, um trazia ‘N√£o ao confisco de nossa vit√≥ria’. Tanto Paris quanto Washington n√£o protestaram contra a sa√≠da de Compaor√© e preferiram se concentrar em pedidos para que os militares garantam o processo democr√°tico. Ao que parece se o novo l√≠der empossado for aliado da casa branca e da Europa Ocidental ‚Äún√£o h√° problemas‚ÄĚ com a denominada ‚Äútransi√ß√£o para um processo democr√°tico‚ÄĚ.

Opositores e representantes do governo interino de Burkina Faso entraram em um acordo e, acertaram um calend√°rio de transi√ß√£o pol√≠tica que prev√™ elei√ß√Ķes em novembro de 2015. O acordo, negociado com a media√ß√£o dos presidentes de Gana, Senegal e Nig√©ria, prev√™ a cria√ß√£o de um “governo de transi√ß√£o durante o per√≠odo de um ano” e “a realiza√ß√£o de elei√ß√Ķes presidenciais e legislativas”. As partes concordaram em restabelecer a vig√™ncia da Constitui√ß√£o e em designar “uma eminente personalidade civil para liderar a transi√ß√£o”. Apesar do acordo, os negociadores n√£o chegaram a um consenso sobre o nome do l√≠der do governo de transi√ß√£o e at√© o presente momento o tenente-coronel Zida permanece no poder.

Não à confiscação da nossa vitoria

O fato √© que os 27 anos no poder fizeram muito bem para o ex-presidente Compaor√©, para os pa√≠ses aliados da Fran√ßa e para o FMI. J√° √† popula√ß√£o burkinabenses, mergulhada na mis√©ria restou a amarga conta do neocolonialismo e do imperialismo vigente na regi√£o. De acordo os √≠ndices sociais, √© poss√≠vel comprovar o enorme estrago deixado pelo regime de Compaor√©: Burkina Faso √© considerado um dos pa√≠ses mais pobres do mundo no ranking de Desenvolvimento Humano da ONU de 2013, o pa√≠s ocupa a 179¬™ posi√ß√£o, com IDH de 0,388. Apenas 17% da popula√ß√£o possui acesso a rede sanit√°ria. Na educa√ß√£o, as Na√ß√Ķes Unidas classifica o pa√≠s com o menor n√≠vel de alfabetiza√ß√£o do mundo. J√° em rela√ß√£o a sa√ļde, o pa√≠s concentra apenas servi√ßos de atendimento prim√°rio e n√£o h√° programas de vacina√ß√£o.

Reconhe√ßo e poderia ter exposto neste texto as limita√ß√Ķes e contradi√ß√Ķes que estiveram de certa forma presente no regime liderado por Thomas Sankara, mas deixo as cr√≠ticas para os que j√° se dedicam a bater e a negar a luta revolucion√°ria. Mas aviso aos navegantes ‚Äď alguns ing√™nuos, outros mal intencionados ‚Äď que n√£o h√° f√≥rmula, apostila ou cartilha para revolu√ß√£o, logo as limita√ß√Ķes e contradi√ß√Ķes estiveram presente tamb√©m em todos que se dedicaram e aderiram a luta pela transforma√ß√£o racial da sociedade. Por outro lado, √© ineg√°vel n√£o pontuar os avan√ßos promovidos no per√≠odo que ele esteve √† frente do pa√≠s. Para al√©m de idealismos e utopias, conv√©m √† nossa gera√ß√£o n√£o deixar o espirito corajoso, criativo e revolucion√°rio de Sankara se perder.

De punho cerrado, dedico este humilde texto aos levantes populares em Burkina Faso ao som de You No Go Die ….. Unless por Fela Kuti.

People in Burkina Faso’s capital Ouagadougou celebrate after embattled President Blaise Compaore announced on Oct. 31
People in Burkina Faso’s capital Ouagadougou celebrate after embattled President Blaise Compaore announced on Oct. 31

Todo poder e apoio ao povo burkinabense!

 

Referências:

Presidente de Burkina Faso declara estado de emergência. Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/10/141028_burkina_faso_estado_emergencia_rb> Acesso em 04 nov. 2014.

No poder desde 1987, presidente de Burkina Fasso renuncia em meio a onda de protestos. Disponível em: <http://www.brasildefato.com.br/node/30355> Acesso em 01 nov. 2014.

Presidente de Burkina Faso ren√ļncia. Dispon√≠vel em: <http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,presidente-de-burkina-fasso-renuncia,1586099> Acesso em 02 nov. 2014.

Exército anuncia governo de transição em Burkina Faso. Disponível em: <http://oglobo.globo.com/mundo/exercito-anuncia-governo-de-transicao-em-burkina-faso-14414944> Acesso em 03 nov. 2014.

Militares assumem o poder em Burkina Faso. Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/11/141101_burkina_faso_fd> Acesso em 08 nov. 2014.

ONU pede a militares que passem poder a civis em Burkina Faso. Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/11/141102_burkina_dom_rp.shtml> Acesso em 06 nov. 2014.

O Che africano e a terra dos Homens √ćntegros. Dispon√≠vel em: <http://comunicatudo.blogspot.com.br/2012/01/o-che-africano-e-terra-dos-homens.html> Acesso em 31 out. 2014.

A revolta popular em Burkina Faso. Disponível em <http://passapalavra.info/2014/11/100796> Acesso em 5 nov. 2014.

Líderes africanos vão a Burkina Fasso pressionar Exército por saída civil para impasse político. Disponível em: <http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/38434/lideres+africanos+vao+a+burkina+fasso+pressionar+exercito+por+saida+civil+para+impasse+politico.shtml?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter> Acesso em 10 nov. 2014.

Burkina Faso tem acordo para elei√ß√Ķes presidenciais em um ano Dispon√≠vel em <http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/11/burkina-faso-tem-acordo-para-eleicoes-presidenciais-em-um-ano.html> Acesso em 10 nov. 2014.

La liberación de la mujer: una exigencia del futuro. Discurso de Thomas Sankara (8-3-1987). Disponível em: <http://andaluciaproletaria.blogspot.com.br/2010/01/la-liberacion-de-la-mujer-una-exigencia.html> acesso em 10 nov. 2014.

Document√°rio

Thomas Sankara: o homem íntegro. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=YkWZVu7wsDE> Acesso em 01 nov. 2014.