José Evaristo Silvério Netto

Para a Educação, o debate sobre da liberdade é fundamental e sua promoção não se faz sem autonomia. Autonomia (vocábulos: auto – próprio; nomos – regra) é entendida como a capacidade de definir suas próprias regras sem a necessidade de imposição de alguém. A autonomia trabalha com a ideia de uma liberdade estruturada Em-Relação com a cultura e com o outro (os outros). Ainda, autonomia trás implícita uma liberdade relativa por um lado, e por outro a limitação, da relação com o mundo social. Desta forma, eu construo minha autonomia na medida que estruturo minha liberdade na e Em-Relação com a cultura e com os outros.

A estruturação da autonomia nos molda o comportamento através da maneira determinada como nos é sugerido relacionar com a cultura e com os outros.

Em muitos artigos que li, principalmente aqueles balizados por teorias Sócio-Cognitivas, o entendimento é de que a liberdade é uma tendência inata do ser-humano que precisa se relacionar com limites para se estruturar Em-Relação, e daí se discute a função da autoridade para a educação e outras questões importantes. Orientado politica e filosoficamente por tendências críticas, me sinto comprometido com a pergunta: Que, define os limites para a estruturação da liberdade dos nossos alunos, na escola? Com que propósitos? Quem define os limites que balizam a estruturação da liberdade (e da autonomia) das pessoas nos territórios dos movimentos sociais? Com que propósitos? Estes limites são frutos de uma relação necessária com o meio natural e social, ou na verdade esconde em seu bojo interesses de exploração e conquista do Eu?

O Brasil acordou! Quem acordou no Brasil, não acordou por que estava dormindo, por que teve tantos privilégios que pode ter se dado o luxo de dormir? E aqueles que nunca dormiram no Brasil? Como estão sendo moldadas as subjetividades e o senso de autonomia nos territórios do ativismo por justiça e direitos humanos.

Penso que estes são elementos que podem nos dar subsídios para uma intervenção pedagógica crítica. Ainda, contribuem muito para melhor compreensão da lógica de apropriação privada do conhecimento e para o fortalecimento da Teoria Geral da Educação Social, a Pedagogia Social.